A participação do Tribunal de Justiça de Rondônia como padrinho institucional da campanha Papai Noel dos Correios ganhou um reforço este ano com a adesão dos servidores da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). Além do edifício-sede do tribunal, a Escola também ficou com cartas disponíveis para adoção, nesta que é uma das principais ações sociais natalinas de voluntariado do país.

Criada há três décadas, a campanha nacional arrecada, junto à sociedade e órgãos parceiros, presentes para crianças em situação de vulnerabilidade social, alunas da rede pública de ensino, além de estimular nelas a prática da escrita. A instituição adotada pelo TJRO este ano é a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Flor de Laranjeira, localizada na zona sul de Porto Velho. No total, 250 cartinhas dos estudantes de até 10 anos – sendo 70 delas adotadas na Emeron – tiveram seus pedidos atendidos por magistrados e servidores que os apadrinharam, assim como alunos que frequentam a Escola da Magistratura, um aumento em relação ao ano anterior, quando 200 cartas foram adotadas pelo TJRO. A entrega dos presentes pelos servidores e magistrados foi prorrogada até esta quarta-feira, 12, concentrada na Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP).

Para marcar o início da ação, dia 20 de novembro, o bom velhinho visitou tanto o edifício-sede como a Emeron para mobilizar os servidores a adotarem as cartinhas, que contêm histórias variadas das crianças, sempre cheias de sonhos e pedidos que incluem brinquedos, roupas e material escolar. A ação foi acompanhada pelo vice-diretor da Emeron, juiz Guilherme Baldan, pelo secretário geral Alberto Ney Vieira e pelo conselheiro da Escola, juiz Rinaldo Forti.

Uma das servidoras que se sentiu motivada a participar, Deisy Fernandes, lotada na Secretaria Geral, adotou quatro cartas: “Acho um trabalho interessante e, pelo fato de serem crianças carentes, de uma certa forma ajuda a realizar o sonho delas”. Um dos pedidos a tocou de forma especial. “Se refere à história do meu filho, que com dois anos chegou a orar para o papai do céu dar um skate para ele, e a cartinha da mesma forma era uma oração do aluno pedindo um skate”, conta. Os outros dois meninos pediram carrinhos de controle remoto e a menina uma casa de boneca. “Por ter tido uma infância muito humilde e muitos sonhos que às vezes não conseguia e às vezes só quando alguém doava, vi a oportunidade de retribuir um pouquinho o que tive na minha infância também”, diz Deisy.

Ela aprovou a iniciativa de trazer as cartas para a Emeron: “Acho mais difícil ir até os Correios, sempre tive vontade de participar, mas nunca fui lá. É uma oportunidade de exercer a humanidade, muito mais que a cidadania, que o servidor desenvolva o seu lado humano e, num mundo egoísta, onde a gente olha muito para a necessidade individual, de repente poder expandir o horizonte e olhar para outras pessoas”.

Já Vanessa Oliveira, pedagoga da Divisão de Planejamento Técnico Pedagógico (Diped), trabalhou na escola adotada pelo tribunal. “Foi a escola em que eu me tornei professora, foram cinco anos em que aprendi muito, porque você sai da formação cheia de planos e expectativas, e adentrei a uma escola de periferia, que tinha suas precariedades e atende crianças que muitas vezes vão pra escola e o lanche é a única refeição do dia”, relata. “Assim que abriu a extensão, que é uma creche, fui a primeira professora a ser lotada e só saí de lá para entrar no tribunal, foi uma experiência maravilhosa”.

Entre todas as cartas disponíveis, uma se destacou para Vanessa: “É de uma criança que já está nas séries iniciais, em processo de alfabetização, mas não escreveu, só tem desenhos. Me identifiquei, achei colorido, vivo e pelo fato de que nem o nome ela escreveu, tem algo de especial que eu não sei o que é, está passando por algum momento especial da vida dela e isso me tocou”.

Marciane Rossi, diretora da Diped, sempre participa da campanha e compartilha o pedido que resolveu atender este ano. “A criança pediu um kit de canetinha, olha a humildade e a necessidade que ela deve ter, aí a gente vê o quanto corre atrás de tantas coisas, os sonhos da gente são tão grandes e vê uma necessidade tão pequenininha que não pode ser atendida pelos pais ou por quem essa menina é criada, quais são as reais condições dela”, indaga. Sua experiência anterior como professora em escola também conta na hora de se envolver em ações como essa: “Como tive essa convivência de perto com criança muitos anos, já me veio um retrato de todos os outros que passaram pela minha vida, são situações assim todos os dias, a escola humaniza muito a gente”.

Ao todo, mais de 8 mil crianças estão sendo atendidas pelo Papai Noel dos Correios nesta edição, em todo o estado de Rondônia. Para quem ainda quiser exercer a solidariedade, é possível adotar cartinhas diretamente na Agência Central dos Correios em Porto Velho (Av. Presidente Dutra, 2701) e em várias cidades do interior. A entrega dos presentes doados pelos servidores e magistrados do TJRO ocorrerá na Escola Flor de Laranjeira no próximo dia 19 de dezembro, às 9h da manhã, e será acompanhada por representantes do Tribunal e da Emeron.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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