Nos dias 15 e 16 de fevereiro, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realizou o módulo Gestão de Pessoas, na especialização em Gestão Cartorária Judicial (GESC), o primeiro após o recesso de fim de ano. Esta é a nona disciplina da terceira turma da pós-graduação lato sensu, oferecida na modalidade presencial em Porto Velho a servidores do Tribunal de Justiça de Rondônia que ocupem cargos de diretor, escrivão ou chefe de cartórios de todo o estado.
Com 530 horas no total, a especialização busca fomentar o perfil de liderança necessário a lidar com as questões diárias inerentes à atividade de gestão, dando um perfil próprio ao gestor cartorário ou ao gestor público do Poder Judiciário de Rondônia. O módulo foi ministrado pelo professor e juiz Franklin Vieira, doutor em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí.

Entre os assuntos abordados pela disciplina, estão: O ambiente de negócios, a organização e as pessoas; O contexto organizacional: competitividade, cultura organizacional e mudança; Da gestão de pessoal à gestão de pessoas: os modelos de gestão; Estratégias, políticas e práticas de gestão de pessoas; Modelo de Múltiplos Papéis; Gestão por competências: alinhando as ações de gestão de pessoas às estratégias; Conhecimento: aspectos teóricos e práticos; Conhecimento como fonte de inovação e vantagem competitiva; Teoria da criação do conhecimento; Gestão do conhecimento e gestão por competências: elementos de um mesmo constructo; Gestão do capital intelectual e a mensuração de ativos intangíveis.
Em relação à gestão de pessoal, Franklin diz que os desafios são grandes, pois “deve-se buscar a valorização da instituição a que se pertence, com o desafio de manter a motivação e moral dos colaboradores para dar conta de suas tarefas”. Ele destaca cinco aspectos que devem ser buscados pelo gestor junto à equipe: adesão, direção dos esforços e talentos para o alvo adequado, empenho, eficiência e inovação. Desta forma, “compreendendo o que está acontecendo, a gestão pode aderir às políticas e estratégias, com os funcionários vestindo a camisa e ajudando no enfrentamento das dificuldades, aprendendo coisas novas para se adequar às exigências e apresentando ideias, soluções alternativas e sugestão de melhorias”.
Para o magistrado, o módulo possibilita uma percepção da importância das pessoas com quem os gestores cartorários lidam. “Se o gestor, trabalhando à frente de uma equipe, não perceber a importância desse aspecto pessoal, os projetos dele podem ter dificuldade para se realizar, então o curso possibilita que se faça um planejamento destacando o elemento humano nesse plano”, afirma.
A aluna Caroline Modesto, diretora do cartório da 2ª vara criminal de Ariquemes, diz que a disciplina foi ao “xis da questão, discutimos efetivamente as ferramentas da gestão de pessoas e um dos maiores desafios do gestor ou diretor de equipes é justamente lidar com o nosso principal recurso, que é o humano, então é uma das disciplinas mais importantes do curso todo”. Ela acredita que a gestão de pessoas, para o líder, é uma das ferramentas principais porque “ele tem que ter essa visão de gestão, uma posição transparente, deve ser uma pessoa que agrega, que consegue motivar, são muitas habilidades para uma função só”.
Sobre a GESC, Franklin coloca que a preocupação do TJRO em disponibilizar um curso dessa magnitude demonstra a própria preocupação com os servidores: “Eles vão sair daqui com uma formação melhorada, isso faz com que a proximidade do servidor com o Tribunal aumente de forma exponencial”. Atualmente na metade do curso, Caroline afirma que já agregou condições de avaliar melhor a posição que exerce hoje. “Acabei de completar três anos como diretora de cartório, acredito que cresci muito como gestora depois desse um ano aprendendo as ferramentas, conhecendo teorias, conversando com os outros colegas, trocando experiências com os professores que a gente já teve”, avalia.
Ela comemora os efeitos sobre o trabalho, inclusive da equipe: “Já vínhamos exercendo um trabalho diferenciado, ano passado ganhamos um prêmio de boas práticas, então tudo que fui aprendendo aqui fui levando para dentro do cartório e aplicando com a equipe, a meu ver o conhecimento não ficou parado em mim, está expandindo e essa é a ideia, que a gente replique isso”. Para ela, servidora há 15 anos, o TJRO vem mudando a forma de fazer gestão. “Não é mais só aquela coisa de procedimento, o Tribunal começou a olhar as pessoas, que elas influenciam na produtividade, que a gente consegue ir mais além e assim levar o Tribunal mais longe também”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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