Entre os dias 19 e 22 de fevereiro, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realiza o módulo de estágio supervisionado e atendimento social da pós-graduação lato sensu em Terapia Familiar Sistêmica (TFS). Oferecida na modalidade semipresencial, a pós-graduação está em sua segunda turma e é destinada a psicólogos e assistentes sociais dos Núcleos Psicossociais do Tribunal de Justiça de Rondônia, visando um melhor atendimento às demandas sociais impostas atualmente nas comarcas de todo o estado.
Este é o sétimo módulo do curso e o segundo presencial, após o introdutório e uma sequência de cinco módulos na modalidade educação a distância (EaD), distribuídos no segundo semestre do ano passado. Ao longo dos quatro dias do estágio, os 50 alunos são divididos em quatro grupos, alternando-se em um dos auditórios e nas salas de aula da Emeron entre o atendimento social propriamente dito e a supervisão de atendimento.

As duas professoras do módulo são a assistente social Cleonice Peixoto, também coordenadora da pós-graduação, e a psicóloga Fabiane Moraes, ambas do Centro de Formação e Estudos Terapêuticos da Família (Cefatef). Fabiane, que além de atuar como supervisora do estágio também ministra as aulas em EaD, conta que os alunos foram capacitados nos módulos anteriores para poder chegar a esta fase dos atendimentos: “Passamos a teoria de algumas escolas de terapia familiar e temáticas que podem ocorrer dentro dos atendimentos, como violência doméstica, adoção e situações que envolvem pais e filhos, além de como conduzir um atendimento, acolher a família, conduzir o processo todo para que as famílias possam ser contempladas com começo, meio e fim, podendo chegar a um processo de mudança”.
O objetivo do módulo, segundo ela, é que os alunos, em maioria das comarcas do interior, possam intervir de forma mais adequada no atendimento às famílias, diminuindo a demanda do judiciário no sentido de que as famílias não retornem tantas vezes com novos processos. “Eles chegaram bastante ansiosos, porque é uma modalidade de atendimento nova para eles, já que estamos atendendo em grupo, então é uma média de 12 a 13 pessoas dentro da sala junto com a família, mas a evolução tem sido muito grande porque já estão colocando em prática como atender, acolher e pensar um plano terapêutico para poder dar sequência aos atendimentos”, diz Fabiane.

Participam do processo oito famílias que, pelo formato, são atendidas duas vezes na semana e depois encontradas novamente após um mês, no módulo seguinte da especialização, em um total de oito encontros. Enquanto um grupo faz o atendimento sozinho e depois leva o caso para a supervisão junto a outros dois grupos para revisão da teoria a partir da prática, o grupo restante faz o atendimento supervisionado, ocasião em que Fabiane vai pontuando se as intervenções estão adequadas ou não. Com o revezamento que é feito, todos participam das duas experiências.
As famílias selecionadas concordaram em ser atendidas por profissionais que estão se especializando e, segundo as supervisoras, esse é um processo de aprendizado mútuo: “Costumamos falar para as famílias que elas vão receber bastante possibilidade de mudança e contribuição, e que nós também vamos aprender muito com elas”. Já sobre a turma, as duas professoras são unânimes em reconhecer o empenho e envolvimento dos alunos, com alguns formando grupos de estudo. Um deles é Roberth Araújo, psicólogo em Santa Luiza d’Oeste, que quis se especializar nessa temática porque, segundo ele, “lidamos com vários tipos de família, com padrões e estruturas diferentes, e entender isso sistemicamente nos auxilia muito inclusive no trabalho de perícia, avaliação e acompanhamentos diversos”.
Como o Núcleo Psicossocial da comarca é formado apenas por ele e uma assistente social, será uma oportunidade para implementar todo esse conhecimento. “Fomos realmente privilegiados, mesmo sendo semipresencial tivemos uma bagagem excelente de teoria e tudo que estamos vivendo agora em estágio supervisionado e atendimento social é totalmente embasado tanto pela técnica quanto pela experiência e pela teoria”, afirma o psicólogo. Para ele, a principal motivação é a esperança de ajudar pessoas em situações reais: “Isso dá uma realização pessoal e profissional muito grande, espero que esses atendimentos possam fazer a diferença na vida delas, e também agrega na questão profissional nossa, é fantástico aliar coração e essa questão social, das famílias que precisam, com a prática profissional e o desempenho”.
Após os próximos módulos presenciais do estágio, a pós-graduação volta para o formato EaD até a conclusão, em agosto, com o último encontro presencial para finalizar os atendimentos. “É uma iniciativa muito rica, então tem essa gratidão inicial por ser valorizado pelo tribunal e esse reforço de que isso continue, esse investimento em cursos e formação sempre traz retornos positivos e reais para aqueles que realmente importam, não é só número, nós vemos isso no olhar das pessoas, no abraço, na maneira como elas saem da sala com possibilidades e esperança”, conclui Roberth.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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