Nos dias 25 e 26 de fevereiro, acontece na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) a segunda turma da Oficina Pedagógica do Curso de Especialização Lato Sensu em Direito para a Carreira da Magistratura (EDCM). O encontro reúne, em um dos auditórios da sede da Escola em Porto Velho, os magistrados e servidores que atuam como docentes do curso tanto na capital como em Ji-Paraná, que não puderam participar da primeira oficina, realizada em janeiro.
O evento é coordenado pelos juízes Guilherme Baldan, vice-diretor da Emeron e coordenador da EDCM, e Úrsula Gonçalves Theodoro, que foram designados no ano passado, junto com o juiz Ilisir Rodrigues, para uma comissão de revisão da estrutura do curso. Na abertura da oficina, Guilherme destacou que 2019 será um ano de transição e que o trabalho da comissão prevê a apresentação de uma proposta final em agosto, contendo a redução de carga horária em algumas disciplinas para permitir a inclusão de novas matérias.

Os professores participantes do encontro terão até julho para enviar as sugestões de novos conteúdos, revisando também as ementas de suas disciplinas. De acordo com Ilisir, todo esse trabalho “resultará em melhorias para a EDCM, que é o carro-chefe e curso mais antigo da Escola”. O foco, segundo ele, é uma maior integração entre as matérias, qualificando ainda mais o curso.
Outro objetivo da oficina é alinhar a identidade da especialização, tornando-a transdisciplinar, ou seja, com avaliações que acompanhem a matriz por competência e possibilitem ao aluno transitar entre as disciplinas, aliando diferentes conteúdos nos respectivos cenários avaliativos de cada matéria. Para o diretor da Emeron, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia, essa reflexão “deixará o curso mais adequado, dentro de um contexto de rediscussão da qualificação proporcionada pela Escola”. Ele defende que os cursos de Direito sejam mais modernos, com uma mesma matéria avaliando o conhecimento adquirido em várias disciplinas.

Úrsula apresentou o resultado do questionário que foi aplicado a professores, alunos e ex-alunos da pós-graduação, para entender os motivos de evasão ou não-conclusão. “Devemos trabalhar os diferenciais do curso, entre eles o excelente nível docente, para evitar a evasão, ao mesmo tempo em que analisamos nossa responsabilidade enquanto professores nesse percurso”, disse. Um dos pontos identificados como possibilidade de melhoria é um uso mais efetivo pelo corpo docente do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
A seguir, a servidora Fabiana Pereira, chefe da seção de Curso de Extensão e Aperfeiçoamento em Educação à Distância (Secead), orientou os professores a como trabalharem a revisão de seus planos de ensino no ambiente. A partir daí, a oficina passou a ser ministrada em conjunto com a pedagoga Hélia Rocha, que também já havia comandado o encontro de janeiro. “O objetivo final é juntarmos o resultado desta oficina com o da realizada há um mês, compilando ambos para uma nova matriz de referência do curso, que será testada para submissão ao Conselho Estadual de Educação”, afirmou Hélia.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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