
Aconteceu ontem, 19, a aula inaugural da terceira turma do mestrado profissional interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) em parceria com a Escola da Magistratura do Estado (Emeron). O evento contou com a participação dos novos alunos e de docentes do curso, além de representantes da Emeron e do reitor da Unir, Ari Ott.
Em sua fala inicial, o vice-diretor da Emeron, juiz Guilherme Baldan, destacou a honra que a Escola sente em receber os novos discentes. “O DHJUS é um programa que desejamos que continue dando frutos e que possamos transformá-lo em um doutorado, a equipe da Unir trabalha diuturnamente para isso, com todos os índices monitorados”, disse. O magistrado apontou que a cobrança por produção científica dos alunos acompanha a produção exibida pelos professores: “Estamos melhorando o mestrado profissional cada vez mais, e assim melhoramos a vida da nossa comunidade, porque o trabalho dos alunos sempre tem uma questão prática voltada para as comunidades ribeirinhas, das cidades e da Amazônia de modo geral”.
A seguir, foi apresentado um vídeo com um resumo dos dois primeiros anos de atividade do DHJUS. O coordenador do mestrado, Rodolfo Jacarandá, anunciou os números compilados, situando os alunos novos no contexto das principais ações do programa. Segundo ele, o esforço no atingimento de bons resultados e indicadores de produção e impactos é parte de uma política estratégica de desenvolvimento. Todos os artigos em periódicos, livros, capítulos de livros e demais produção técnica, como palestras, seminários e apresentações, contam para a avaliação do mestrado.
Rodolfo considera o programa não “uma unidade isolada, mas parte de um esforço coletivo da universidade e de todos os colaboradores, em especial do TJRO e da Emeron, para melhorar os indicadores de qualidade de pesquisa e desenvolvimento da região”. Os resultados do DHJUS até o momento incluem um aumento na publicação de artigos em periódicos de 22 para 68 textos científicos, do primeiro para o segundo ano do mestrado (incluindo a produção discente), e de 72 para 133 textos nas demais produções bibliográficas. “A equipe de base interdisciplinar propicia uma formação diferenciada e, para 2019, precisamos continuar crescendo na missão de auxiliar o desenvolvimento não só do sistema de justiça – que é o nosso objetivo primário – mas de todas as comunidades e serviços que dependem ou têm alguma relação com o sistema”, finalizou o coordenador.
O reitor da Unir se disse impressionado com o desempenho apresentado até aqui. “É raro que duas instituições realmente consigam colaborar e juntar o que de melhor possuem tão bem como no caso da parceria da Unir com a Emeron nesse programa”, afirmou. Lembrando que a federal de Rondônia, por qualquer critério de avaliação que se tome das universidades, é sempre a terceira mais bem classificada da região Norte (atrás apenas das federais do Pará e Amazonas), Ari Ott disse que o esforço para conquistar a abertura do doutorado é muito grande, mas – dirigindo-se aos alunos – garantiu que vale a pena transformar as ideias e projetos em artigos e publicações.
Um dos novos alunos é o desembargador Miguel Mônico Neto, que resolveu se inscrever “para ampliar o conhecimento nas matérias ligadas aos direitos humanos e poder participar mais ativamente, na prática, nos julgamentos e outras atividades jurisdicionais”. O magistrado conta que os colegas operadores do direito que fazem ou já fizeram o curso recomendaram bastante: “São muitos artigos que têm que ser feitos, a dificuldade será grande ao conciliar o trabalho com o mestrado, mas vamos tentar concluir com êxito”. Dentro do grande leque de opções de temas de estudo e que podem trazer benefícios à jurisdição, como os ligados à população LGBT, crianças e adolescentes, idosos ou violência contra a mulher, o desembargador se propõe a investigar a ótica da questão ambiental, assunto que abordou em seu projeto para o processo seletivo, e os impactos dela nos direitos humanos. “O direito ambiental é um direito fundamental e relacionado à vida humana, com dignidade e em ambiente saudável”, completa o magistrado.
Outra das novas alunas, que entrou pelas vagas universais, é a advogada Ariadne Teles. Formada em direito pela Unir há cinco anos, resolveu retomar a vida acadêmica ao participar do II Congresso Internacional do DHJUS, promovido no ano passado, como representante de um coletivo feminista. “No primeiro dia do evento já m
e encantei, relembrei o quanto gosto de pesquisa, conversei com os professores e decidi tentar”, comemora. Com um projeto inicial sobre masculinidade tóxica como obstáculo à efetivação dos direitos humanos e sua influência na justiça criminal, Ariadne atua como voluntária na comissão de defesa dos direitos humanos da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia, onde já se depara com questões ligadas às mulheres e população transgênera: “Estou muito motivada a produzir, fiquei inspirada pelos números apresentados e quero contribuir para que renda algo de bom para a sociedade, instituições envolvidas e direito em geral”.
Veja o àlbum completo em https://photos.app.goo.gl/ySGT3QxGubPk5ACV8
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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